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Mal de Alzheimer

 

A Doença de Alzheimer recebe o nome do médico alemão que descreveu pela primeira vez um caso de declínio cognitivo progressivo em uma mulher de 51 anos. O Dr. Alois Alzheimer acompanhou a paciente que descrevera em 1901 por vários anos. Quando a paciente faleceu, o médico examinou seu cérebro e detectou as duas características mais proeminentes da doença que leva seu nome. Alzheimer identificou a presença dos emaranhados neurofibrilares e os depósitos amilóides da placa senil. Seus achados foram publicados em 1907 e desde então o conhecimento científico tem-se acumulado sobre essa que é a principal causa de demência degenerativa.

 Demências são doenças que causam um declínio progressivo, na maioria das vezes irreversível, das funções mentais tais como a memória, a atenção, a linguagem e a capacidade de planejar e executar ações complexas. No caso do Alzheimer, o declínio cognitivo é lentamente progressivo e usualmente se inicia pela perda progressiva da memória. O mais comum é que a memória de curto prazo seja afetada primeiro. Posteriormente, são as memórias cada vez mais antigas que são “apagadas”da lembrança, até o ponto em que o paciente é incapaz de recordar eventos de sua própria vida ou reconhecer seus familiares.

Infelizmente, a doença avança de tal forma que comportamentos estranhos passam a ocorrer e sintomas depressivos, desinibição e impulsos agressivos podem se manifestar. À medida que os sistemas responsáveis pelo controle motor são desintegrados, a capacidade de caminhar e o controle das funções de excreção são perdidos. O acompanhamento com profissionais especializados permite também o controle das alterações comportamentais que frequentemente perturbam o paciente e sua família.

A Doença de Alzheimer é uma preocupação de saúde pública mundial. Com a expectativa de vida da população aumentando, a prevalência da doença aumenta. De fato, a partir dos 60 anos, a incidência da doença duplica a cada 5 anos, atingindo mais de 30% das pessoas acima de 85 anos. O diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer é o principal investimento da comunidade científica, na esperança de desenvolver tratamentos mais eficazes desde o início da moléstia.

 Em função do avanço da neurologia e das neurociências na compreensão das causas e evolução do Alzheimer, uma nova classificação dos estágios de doença foi proposta por Barry Reisberg e deve ser cada vez mais adotada pelos profissionais da saúde que lidam com o problema.

 Estágio 1: Sem comprometimento (função normal): A pessoa não tem qualquer problema de memória. 

Estágio 2: Declínio Cognitivo Muito Leve (pode ser normal para a idade ou  sinais mais precoces da Doença de Alzheimer):  A pessoa pode sentir que está com dificuldade de memória, com alguns lapsos, esquecendo palavras conhecidas ou o lugar dos objetos do dia-a-dia.

 Estágio 3: Comprometimento Cognitivo Leve (Alzheimer precoce pode ser diagnosticado em alguns, mas não todos os indivíduos com esses sintomas):Amigos, familiares ou colegas de trabalho começam a perceber dificuldades. Durante uma consulta médica detalhada, o neurologista pode detectar problemas na memória ou concentração. Dificuldades comuns ao estágio 3 incluem: dificuldades notáveis de achar a palavra ou o nome certo, dificuldade de lembrar o nome de pessoas que acabou de conhecer, maior dificuldade na realização de atividades no ambiente de trabalho ou social, esquecer coisas que acabou de ler, colocar fora de lugar ou perder objetos valiosos e dificuldade progressiva em planejamento e organização.

 Estágio 4: Declínio Cognitivo Moderado (Doença de Alzheimer Leve ou inicial):Nesse ponto, uma entrevista médica cuidadosa deve ser capaz de detectar problemas claros e evidentes em várias áreas, tais como: esquecimento de eventos recentes, dificuldade com operações matemáticas mentais, ou planejar um jantar, esquecimento de fatos da própria história pessoal, afastamento social e apatia especialmente em situações que exigem esforço mental.

 Estágio 5: Declínio Cognitivo Moderadamente Severo (Doença de Alzheimer moderada ou intermediária): Hiatos de memória e pensamento muito perceptíveis, os indivíduos começam a ter dificuldades com as tarefas do dia-a-dia. Nesse estágio podemos observar: incapacidade de lembrar o próprio endereço ou telefone, ainda se lembra de detalhes significantes sobre si próprio e a família, ainda não requer ajuda para se alimentar ou usar o banheiro.

 Estágio 6: Declínio Cognitivo Severo (Doença de Alzheimer Moderada/Severa):A memória continua a piorar, mudanças de personalidade aparecem e os pacientes precisam de ajuda importante nas atividades diárias. nesse estágio se verificam: perda da consciência de experiências recentes e coisas á sua volta, dificuldade com a história pessoal, reconhece rostos familiares mas não sabe dizer o nome das pessoas próximas, dificuldade em se vestir adequadamente, alterações sérias no padrão de sono, precisam de ajuda no uso do vaso sanitário, dificuldade progressiva de controlar a urina e as fezes, alterações de personalidade podendo ter delírios ou alucinações, tendência a perambular ou se perder.

 Estágio 7: Declínio Cognitivo Muito Severo (Doença de Alzheimer Severa ou Avançada): É o estágio final dessa doença, os indivíduos perdem a capacidade de responder ao meio ambiente, não conseguem manter um conversa e, por fim, perdem o controle dos movimentos. Precisam de grande ajuda no cuidado pessoal, inclusive na alimentação e necessidades fisiológicas. Nos últimos degraus, não se sentam sozinhos, não mantêm a cabeça e perdem a capacidade de sorrir. Os reflexos ficam alterados, os músculos enrijecem e a deglutição fica comprometida.

 

Tratamento Fisioterápico
Designa a habilitar o indivíduo comprometido funcionalmente, a  desempenhar suas AVDs, da melhor maneira e pelo menor tempo possível, com mais autonomia.

Objetivos da reabilitação fisioterápica                                      

- Diminuir a progressão e efeitos dos sintomas da doença,
- Evitar ou diminuir complicações e deformidades,
- Manter as capacidades funcionais do paciente (sistema cardiorrespiratório),
- Manter ou devolver a ADM funcional das articulações,
- Evitar contraturas e encurtamento musculares (imobilização no leito),
- Evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular,
- Incentivar e promover o funcionamento motor e mobilidade,
- Orientação sobre as posturas corretas,
- Treino do padrão da marcha,
- Trabalhar os padrões do funcionamento sistema respiratório (fala, respiração, expansão e mobilidade torácica),
- Manter ou recuperar a independência funcional nas atividades de vida diária.

 

Fonte: Resumo adaptado de artigo retirado do Site Revista Saúde! Julho de 2008.

Atualizado em 22 de dezembro de 2011.



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